Prevalência
do assédio
Através
de um estudo desenvolvido em 14 empresas portuguesas, foram obtidas as
seguintes taxas de prevalência de assédio psicológico
no trabalho:
•
10% dos inquiridos podem ser considerados alvos de assédio (eram
sujeitos a pelo menos dois comportamentos negativos, pelo menos uma vez
de semana, há pelo menos seis meses, no último ano), e para
além disso viam-se a si mesmos como alvos de assédio;
• 23% dos questionados ou podiam ser considerados alvos de assédio
ou se viam a si mesmos como alvos de assédio (o que em termos de
efeitos psicológicos tende a ser semelhante);
• 19% dos sujeitos podiam ser considerados alvos de assédio
• 14% consideravam-se alvos de assédio.
Apesar
do assédio sexual ser uma forma de assédio mais conhecida
do que o assédio psicológico, apenas 1% da amostra refere
ter sido assediado sexualmente no último ano.
Outro factor
que se salienta é a elevada duração do assédio:
2/3 dos sujeitos dizem que são assediados há mais de um
ano e 1/3 há mais de três anos.
A maior
parte dos alvos são assediados por chefias, por homens e por mais
do que uma pessoa.
Verificou-se,
igualmente, que não existia diferenças entre sexos (tanto
homens como mulheres eram assediados), nem entre habilitações
literárias (tanto eram assediados os com maiores como os com menores
habilitações), nem entre níveis hierárquicos
(as chefias são tão assediadas como as não chefias).
Uma das
consequências mais importantes (e desastrosas) do assédio
psicológico no trabalho é o aumento vertiginoso dos níveis
de tensão psicológica dos alvos (e num grau um pouco menor
nas testemunhas de assédio), com efeitos graves na sua saúde
física e psicológica.
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