Escolha um tópico Apresentação O que é? O que o causa Como se desenvolve Quem assedia e é assediado Que efeitos tem Links Bibliografia Questionário Contacto O que o alvo pode fazer Enquadramento legislativo


O que é?

Cada vez mais existem evidências de que a violência não física, ou seja, as formas predominantemente psicológicas de comportamentos agressivos, são mais frequentes do que os ataques físicos. Para além disso, os estudos têm também mostrado que essa violência psicológica tem efeitos mais devastadores para os seus alvos do que a violênica física. Para agravar essa situação, não são apenas as vítimas da violência psicológica que são afectadas gravemente, mas também as pessoas que testemunham esses comportamentos, a família e amigos dos alvos, as empresas onde a agressão psicológica ocorre, e mesmo a sociedade em geral.

A violência psicológica pode assumir a forma de assédio sexual ou racismo, se tiver uma componente sexual ou racial. Quando essa componente não existe, fala-se, entre outros, de bullying, mobbing, abuso emocional, terror psicológico, assédio moral ou assédio psicológico. Embora alguns autores prefiram uma designação às outras, no fundo todas se referem, sensivelmente, ao mesmo fenómeno.

Não existe uma definição completamente consensual de assédio psicológico, no entanto, existem algumas que obtém maior consenso do que outras. Uma das mais populares é a de Field, que define assédio psicológico como um comportamento persistente, ofensivo, abusivo, intimidatório, malicioso ou insultuoso, abuso de poder ou sanções injustas, que fazem com que o agredido se sinta preocupado, ameaçado, humilhado ou vulnerável, minando a sua auto-confiança e provocando-lhe stress.

A Task Force on the Prevention of Workplace Bullying, um órgão com ligações à Comissão Europeia, definiu assédio psicológico como um comportamento inapropriado repetitivo, directo ou indirecto, verbal ou físico, exibido por uma ou mais pessoas, contra uma ou mais pessoas, no local de trabalho, que pode ser visto, em termos razoáveis, como contrariando o direito do indivíduo à dignidade no trabalho. Um incidente isolado pode ser uma afronta à dignidade do trabalho, mas não é considerado assédio psicológico.

Exemplos de assédio psicológico são:

— a exclusão das actividades informais do grupo de trabalho;
— a sonegação de informação relevante para o desempenho das funções;
— a desconsideração do alvo através da deformação de tudo o que ele diz;
— a intimidação;
— a sua ridicularização através da alusão repetida a defeitos físicos do alvo ou dos seus familiares;
— a desqualificação dos resultados obtidos;
— gritar com o trabalhador;
— envergonha-lo em público;
— retirar-lhe tarefas sem uma razão evidente;
— não lhe dirigir a palavra;
— atribuir-lhe tarefas que sejam desqualificantes;
— ameaçá-lo;
— lançar rumores, etc.

voltar acima

Este texto pode ser reproduzido, desde que não existam fins lucrativos.
Qualquer reprodução deve ser acompanhada da referência à sua origem.
© 2011 M. Vilas Boas

Problemas ou sugestões | avb design